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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
 
 
Breve histórico e agradecimento

Breve histórico e agradecimento

   Me envolvi nesse projeto por volta de julho de 2005, por causa da dor que me causava a tendinite na época, estava muito frio, eu já vinha tendo dores já há bastante tempo, mas o frio piora bem a situação, que tem sabe como é. Procurei na internete alguma solução de teclado ergonômico, já que parar de trabalhar estava fora de cogitação.

   Topei então com o fórum do Nando Florestan sobre teclados Dvorak , que divulgava e estuda o teclado simplificado Dvorak, para adaptá-lo ao nosso teclado ABNT. O pessoal lá discutia 2 implementações do Dvorak para o teclado ABNT: uma, a que aqui no saite se chama BR-Dvorak, que é a mesma disposição do Dvorak para inglês, apenas “encaixada” no teclado ABNT, e outra, que seria a adaptação dos princípios do teclado Dvorak ao português, a ultra-adaptação, a criação do que é hoje o teclado brasileiro nativo.

    Comecei então a me ocupar dessa ultra-adaptação, e usei como referência na época o trabalho dos franceses na criação do teclado Dvorak francês, e também a análise da freqüência das letras no português do Brasil disponível no saite Aldeia Numa Boa, de quem eu também usei a idéia de buscar textos para análise na Biblioteca do Estudante de Língua Portuguesa . Essa primeira versão era interessante, mas ainda não era bem a aplicação dos princípios do Dvorak. Esses princípios eu só consegui entender mesmo quando acessei o saite sobre o teclado Dvorak do Shiar, e de quem eu tirei a idéia de organizar os dados de freqüência de letras somando o uso de cada dedo e de cada mão.

    Também entrei em contato com o prof. José Marcelino Poersch, da PUC-RS em Porto Alegre, que já de 1987 a 1991 se ocupou em criar um teclado melhor adaptado para o português, usando critérios bastante diferentes dos nossos. O trabalho dele está disponível na seção “Língua da Gente”, e foi útil porque corrobora a análise de frequência que eu realizei, a também a da Aldeia Numa Boa. E também porque me acordou para o que eram digramas e trigramas, e porque eles são importantes na análise da digitação.

    A todos os mencionados acima, ao Nando Florestan, ao Luiz Portella, ao Heitor Moraes, e a todo o pessoal do fórum, agradeço pelo esforço, o tempo e as idéias.

 
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