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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
 
 
Criando um teclado Dvorak
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Criando um teclado Dvorak
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Agora que nós já temos uma primeira análise para comparar o desempenho das nossas tentativas de melhorar a disposição do teclado, façamos o segundo passo, a primeira redistribuição das teclas, mais ou menos como mostrado abaixo:

 

Observe aqui não só a redistribuição das letras em ordem de frequência, mas também a separação das vogais todas à esquerda, bem como a pontuação. Isso é proposital, para atingir o princípio da alternância entre as mãos, e também para formar "blocos" mais ou menos consistentes de teclas agrupadas por "tipo" (vogais, consoantes, pontuação etc.), o que facilita a memorização das posições das teclas (consistência). Infelizmente, não é possível, nos teclados como são hoje, colocar toda a pontuação junta, então nós nos concentramos nos sinais mais usados, no caso do português: , . - ; /(?). Observe também o deslocamento das teclas \, [, ], ' e =. Os colchetes foram colocados lado a lado, como já o são os parênteses e os sinais < e >. As aspas foram para uma posição privilegiada em relação a sua posição anterior. Veja também que os posições mais difíceis (os dedos se "esticam" e os pulsos e cotovelos se torcem para alcançá-las) ficaram com as letras "estrangeiras": K, W e Y. O motivo pelo qual eu optei por colocar o W na linha superior foi o uso que se faz dele nos endereços da internete. O K ficou onde ficou por puro capricho, pois se ele trocasse de posição com o Y não faria a mínima diferença para a digitação em português.

Vejamos agora como fica a distribuição da digitação nessa primeira redistribuição:

 

Vemos que a mera distribuição das letras, respeitando a separação entre vogais e pontuação de um lado, e consoantes do outro, e colocando as letras mais usadas na linha central, seguindo o princípio da força dos dedos, já muda bastante a distribuição da frequência dos caracteres pelo teclado, e para melhor, como vamos ver. De imediato notamos que a linha central, de apenas 33,20% dos toques, passou para 73,25%, um aumento de 120,63%. Nada mau. Vemos também que a distribuição da carga entre os dedos está mais equilibrada, aumentando gradualmente acompanhando a força relativa de cada dedo, embora não perfeitamente. E a coceira? Caiu de 66,80% para 26,75% - queda de 59,96%. Poderíamos listar todas as nuances provocadas pela nossa primeira redistribuição, mas então a nossa curiosidade em ficar comparando as duas imagens já não ficaria tão aguçada, não?

Agora, às medições das palavras e dos toques:


Palavras - 2º passo - 1ª redistribuição
Total de palavras analisadas: 661.843 Passo anterior Diferença em %
Total de toques: 3.058.953 100,00% 3.058.953 100,00% -
Toques com a mão esquerda: 1.536.924 50,24% 1.826.806 59,72% diminuição de 18,86%
Toques com a mão direita: 1.522.029 49,76% 1.232.147 40,28% aumento de 23,53%
Toques na linha numérica: 384 0,01% 384 0,01% -
Toques na linha superior: 471.947 15,43% 1.501.614 49,09% diminuição de 218,17%
Toques na linha central: 2.358.411 77,10% 1.069.674 34,97% aumento de 120,48%
Toques na linha inferior: 228.211 7,46% 487.281 15,93% diminuição de 113,52%
Toques com a mesma mão: 1.138.655 37,22% 1.865.915 61,00% diminuição de 63,87%
Toques com o mesmo dedo: 289.903 9,48% 440.657 14,41% diminuição de 52,00%
Toques de dentro para fora: 527.454 17,24% 993.509 32,48% diminuição de 88,36%
Toques saltando linhas: 58.817 1,92% 381.027 12,46% diminuição de 547,82%
Distância percorrida (em metros): 20.578,615 43.318,225 diminuição de 110,50%

Toques 2 a 2 - 2º passo - 1ª redistribuição
Total de "duplas" analisadas: 2.554.688 Passo anterior Diferença em %
Total de toques: 5.109.376 100,00% 5.109.376 100,00% -
Toques com a mão esquerda: 2.636.196 51,60% 2.877.176 56,31% diminuição de 9,14%
Toques com a mão direita: 2.473.180 48,40% 2.232.200 43,69% aumento de 10,80%
Toques na linha numérica: 764 0,01% 37.486 0,73% diminuição de 4.806,54%
Toques na linha superior: 906.173 17,74% 2.452.053 47,99% diminuição de 170,59%
Toques na linha central: 3.794.402 74,26% 1.697.912 33,23% aumento de 123,47%
Toques na linha inferior: 408.037 7,99% 921.925 18,04% diminuição de 125,94%
Toques com a mesma mão: 1.423.044 27,85% 2.453.764 48,02% diminuição de 72,43%
Toques com o mesmo dedo: 375.202 7,34% 502.052 9,83% diminuição de 33,81%
Toques de dentro para fora: 637.348 12,47% 1.077.450 21,09% diminuição de 69,05%
Toques saltando linhas: 63.184 1,24% 534.860 10,47% diminuição de 746,51%
Distância percorrida (em metros): 37.199,455 75.470,625 diminuição de 102,88%

Vemos aqui, de pronto, as melhoras: a redistribuição de carga quase perfeita entre as mãos, a redução, drástica em alguns casos, de todos os fatores analisados. O uso da linha central mais que dobrou, o da linha inferior caiu pela metade, e o da linha superior reduziu-se a menos de 1/3 da quantidade anterior. Vemos também o benefício da separação de vogais e consoantes, o uso da mesma mão para digitar pelo menos 2 caracteres em seguida caiu bastante, assim como os toques de dentro para fora, tão antinaturais. E o atletismo digital, o salto de linhas, esse também diminuiu mais de 6 vezes.

Vemos também que ter tirado o hífen e as aspas da linha numérica fez com que ela fizesse juz ao nome: lá, praticamente, só se digitam os números, afora o ponto de exclamação e os parênteses.



 
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