| Creating a Dvorak keyboard |
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Agora que nós já temos uma primeira análise para comparar o desempenho das nossas tentativas de melhorar a disposição do teclado, façamos o segundo passo, a primeira redistribuição das teclas, mais ou menos como mostrado abaixo:
Observe aqui não só a redistribuição das letras em ordem de frequência, mas também a separação das vogais todas à esquerda, bem como a pontuação. Isso é proposital, para atingir o princípio da alternância entre as mãos, e também para formar "blocos" mais ou menos consistentes de teclas agrupadas por "tipo" (vogais, consoantes, pontuação etc.), o que facilita a memorização das posições das teclas (consistência). Infelizmente, não é possível, nos teclados como são hoje, colocar toda a pontuação junta, então nós nos concentramos nos sinais mais usados, no caso do português: , . - ; /(?). Observe também o deslocamento das teclas \, [, ], ' e =. Os colchetes foram colocados lado a lado, como já o são os parênteses e os sinais < e >. As aspas foram para uma posição privilegiada em relação a sua posição anterior. Veja também que os posições mais difíceis (os dedos se "esticam" e os pulsos e cotovelos se torcem para alcançá-las) ficaram com as letras "estrangeiras": K, W e Y. O motivo pelo qual eu optei por colocar o W na linha superior foi o uso que se faz dele nos endereços da internete. O K ficou onde ficou por puro capricho, pois se ele trocasse de posição com o Y não faria a mínima diferença para a digitação em português. Vejamos agora como fica a distribuição da digitação nessa primeira redistribuição:
Vemos que a mera distribuição das letras, respeitando a separação entre vogais e pontuação de um lado, e consoantes do outro, e colocando as letras mais usadas na linha central, seguindo o princípio da força dos dedos, já muda bastante a distribuição da frequência dos caracteres pelo teclado, e para melhor, como vamos ver. De imediato notamos que a linha central, de apenas 33,20% dos toques, passou para 73,25%, um aumento de 120,63%. Nada mau. Vemos também que a distribuição da carga entre os dedos está mais equilibrada, aumentando gradualmente acompanhando a força relativa de cada dedo, embora não perfeitamente. E a coceira? Caiu de 66,80% para 26,75% - queda de 59,96%. Poderíamos listar todas as nuances provocadas pela nossa primeira redistribuição, mas então a nossa curiosidade em ficar comparando as duas imagens já não ficaria tão aguçada, não? Agora, às medições das palavras e dos toques:
Vemos aqui, de pronto, as melhoras: a redistribuição de carga quase perfeita entre as mãos, a redução, drástica em alguns casos, de todos os fatores analisados. O uso da linha central mais que dobrou, o da linha inferior caiu pela metade, e o da linha superior reduziu-se a menos de 1/3 da quantidade anterior. Vemos também o benefício da separação de vogais e consoantes, o uso da mesma mão para digitar pelo menos 2 caracteres em seguida caiu bastante, assim como os toques de dentro para fora, tão antinaturais. E o atletismo digital, o salto de linhas, esse também diminuiu mais de 6 vezes. Vemos também que ter tirado o hífen e as aspas da linha numérica fez com que ela fizesse juz ao nome: lá, praticamente, só se digitam os números, afora o ponto de exclamação e os parênteses.
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