| Creating a Dvorak keyboard |
Página 1 de 3 This article explains how to follow some of the principles that guided the creation of the Dvorak keyboard layout, in order to create a keyboard layout adapted specifically for Portuguese, and languages other than English.
Creating you own keyboard layoutAdapting the principles of the Dvorak keyboard to your own languageI'll try to summarize here, in a simple step-by-step, how to adapt the principles of the original Dvorak keyboard to create a new keyboard layout the most possible apdapted to type your language, given it is written with an alphabet (not sillabary, not ideographs), whether that alphabet is the latin alphabet, cyrillic, or maybe even the korean alphabet (that yes, is an alphabet, just like our latin alphabet.) The first thing to do is to understand which are the basic principles that guided the development of Dvorak's keyboard. The rules applied here are not exactly the same dr. Dvorak followed creating his keyboard, since back then (around 1930) there were no Enter key, neither Backspace, and even the concept of deadkeys for diacritcs like we have today on the ABNT keyboard:
Those are the basic principles, in decreasing orde of importance. Other considerations about the keys' layout will be made further on this article, with the rise of each problem. The second thing to do is to choose the text to be analysed. Seek several sources, that sum at least 300,000 words, so that your analyse be more valid, both of statistic's and linguist's points of view. Esse texto, para ser usado no programa de análise de digitação (Dv-Análise) disponível na área de Arquivos para Baixar do saite, deve ser convertido, se for o caso, para texto puro, em codificação UTF-8. Siga o modelo usado para o português, e altere o código fonte para se adaptar às características e disposição atual da sua própria língua/país. Depois, execute a análise de frequência dos caracteres. Os dados do português usados neste artigo estão todos disponíveis no saite, seja em artigos, ou na área de Arquivos, como planilhas. Com esses dados, vamos calcular a distribuição de frequência dos caracteres no teclado padrão ABNT, para podermos comparar depois com as várias tentativas de adequação da disposição aos princípios já explicados:
Vemos aqui, claramente, o quanto é irregular a distribuição de frequência dos caracteres da nossa língua no teclado ABNT. O dedo mínimo da mão esquerda, teoricamente o dedo mais fraco da mão mais fraca dos destros, trabalha mais do que o dobro do que o dedo também teoricamente mais forte da mão mais forte, o dedo médio da mão direita: 7,57% contra 15,60%. 106,07% a mais, para ser bem exato. Observemos também o uso das linhas: 45,50% dos toques são dados na linha superior do teclado, outros 18,98% na linha inferior, e 1,18% na linha numérica; 66,80% do total de toques! - nossos dedos repousam sobre o A, S, D, F, J, K, L, Ç, mas é só para descansar, veja lá, não é para trabalhar, não! E ficamos, bem mais da metade do tempo da digitação, coçando e arranhando o teclado. Experimente ficar fazendo esse movimento com os dedos por 1 hora, 2, 8, 12 horas por dia, e veja se você não desenvolve uma tendinite! É, pois é. Depois a culpa é do pobre do digitador, programador, redator, revisor etc., que não fez as pausas, não fez os alongamentos, não tomou os anti-inflamatórios na hora certa, não usou a tala apertada o suficiente e, ainda por cima, tomou leite com manga... Além dessa análise, da distribuição da frequência pelas teclas, vamos calcular também, com o Dv-Análise, uma série de medidas em relação ao uso do teclado, para a digitação de palavras e de toques 2 a 2. Explico: Dvorak analisou, para a língua inglesa, a digitação de digramas, para o caso do estudo dos movimentos de fora para dentro do teclado. No caso do português, embore fosse possível, não seria o ideal, pois, para digitar, por exemplo, NÃO, teríamos 2 digramas: NÃ e ÃO, mas damos 4 toques no teclado, por isso analisamos: N~, ~A, AO.
Vamos às explicações. Para a contagem das palavras, foram considerados os seguintes caracteres: ABCÇDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ´`~^¨, ou seja, todo o nosso alfabeto, mais os acentos. Para os toques 2 a 2 entraram na conta, além dos já considerados nas palavras, o hífen. Por quê isso? Porque, na contagem das palavras, o hífen foi considerado como separador de palavras, como um espaço em branco ou a pontuação. Se não fosse assim, a lista de palavras mais usadas seria imensa, pois seriam consideradas como palavras diferentes formas como: dar-me, dar-se-lhe-ão, dar-lhe, dar-lha, dar-lho etc. Como foi feita, a contagem considerou as formas: dar, me, se, lhe, lha, lho e ão (eu sei, não é o correto, o certo seria darão, mas o Dv-Análise não faz uma análise gramatical para detectar o raro, diga-se de passagem, fenômeno da mesóclise). Já na contagem dos toques 2 a 2, numa forma como dar-se-lhe-ão, a análise considerou DA, AR, R-, -S, SE, E-, -L, LH, HE, -~, ~A, AO. Por conta desse desmembramento, a análise dos toques 2 a 2 é menos precisa, pois duplica a contagem de várias letras, mas é útil porém, para a avaliação dos toques com a mesma mão, mesmo dedo, movimentos de dentro para fora e saltos de linha. Saltos de linha seria o seguinte: considere a palavra COMO. Para digitá-la, teclamos o O na linha superior, o M na inferior e novamente o O na superior; saltamos a linha central. Analisando as tabelas, observamos o que já podia ser deduzido, aproximadamente, da imagem da distribuição da frequência: desproporção total entre o que a lógica e o bom-senso nos dizem que deveria ser o digitar, e o que a disposição atual nos proporciona. 65,03% dos toques necessários para escrever as palavras analisadas são dados fora da linha central (olha a coceira!); 61% dos toques são dados em seguida com a mesma mão, quer dizer, alternância entre as mãos muito pequena, e a maioria, embora a análise não mostre isso, dados com a mão esquerda, já que ela é responsável por praticamente 60% dos toques. E, veja que interessante, os coitados que tiveram que digitar os textos analisados andaram aproximadamente 43 Km com os dedos. Lembram da mãozinha do filme "A Família Adams"? Imagine que a tal mãozinha andou 43 Km. Pois foi isso o que aconteceu com quem digitou os textos. Vá lá, a mão esquerda andou 25,8 Km e a direita 17,2 Km, respeitando a proporção entre as mãos.
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